Maximalismo em alta?

Publicado no dia 13 de março de 2018


O Maximalismo está em alta! Imagine os ambientes lotados de móveis e objetos! Quem terá paciência para limpar tanta coisa? Veja porquê modismos não devem ser levados tão a sério e cuide-se para não se tornar um acumulador!

Banco de Imagens Pxhere

Li um artigo abordando as tendências em Design de Interiores para 2018 e, para minha surpresa, uma dessas tendências é o Maximalismo

Mas, tendência e modismo nem sempre são boas escolhas para uma vida mais prática e produtiva, podendo levar pessoas a contrair dívidas maiores do que podem arcar e até ficarem propensas à ACUMULAÇÃO ou tornarem-se Desorganizados Crônicos

Destaco aqui um fragmento da matéria: 

O Maximalismo retoma seu trono em2018. Mesmo com o Minimalismo dominando as tendências de Design nos anos anteriores, nomeado pelo Design Nórdico. Designers estão apostando em móveis maxi, folheados a ouro, em formas excêntricas e materiais de luxo. Grandes tapetes e mesas poderosas estão trazendo mais vida às áreas que poderiam estar apagadas, como a sala de jantar ou estar, agora com peças que trazem uma sensação de poder.

Encontrei no site Vivendo de Decoração uma explicação simples sobre as diferenças entre Minimalismo e Maximalismo.

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MINIMALISMO, um estilo de decoração que faz uso de poucos elementos no espaço. Apenas itens realmente necessários à sua função. Muito branco por todos os lados e um espaço bem livre. Tranquilo e sereno para uns. Vazio e sem vida para outros.

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MAXIMALISMO, praticamente o contrário do estilo anterior, é arrebatador! Os ambientes decorados com esse conceito geram uma explosão de sentimentos no observador. As cores são fortes e chamativas. As estampas são grandes e coloridas. O mix entre elas é frequente. Muitos objetos de arte misturados em apenas um lugar…

Contrapondo o Maximalismo

Discreto luxo: os novos hábitos da elite cultural - esse foi o título de matéria na Revista Digital Exame, ilustrando a foto da loja de departamentos, a americana Macy's, com a seguinte observação: ‘uma parte crescente da nossa elite em ascensão foge do mundo do consumismo e da ostentação óbvia’.
A americana Macy’s abrindo suas portas no Dia de Ação de Graças, em 2015

A matéria ainda faz referência ao livro de Elizabeth Currid-Halkett, The Sum of Small Things: A Theoryof the Aspirational Class (A soma de todas as pequenas coisas: uma teoria sobre a classe aspiracional, numa tradução livre), que discute por que as pessoas de alta renda estão preferindo adotar hábitos de consumo mais simples do que ostentar a riqueza. A autora escreve sobre o fenômeno de mudança nos hábitos de consumo da alta classe média.

Isso porque, até pouco tempo atrás, a maioria das famílias de classe média alta evidenciava sua ascensão social e econômica através da aquisição de carros novos; uma casa maior; frequentando bons restaurantes e usando roupas de grife. No entanto, mudanças nos hábitos de consumo estão acontecendo e pessoas ricas já estão fugindo do CONSUMISMO exagerado, optando por uma vida mais simples, pautada por causas sociais e ambientais, investindo no lazer cultural, em auto formação ou na formação dos filhos em boas universidades.

O TER, o ACUMULAR vem perdendo espaço para o VIVER. O TEMPO está cada vez mais escasso. Assim, tudo o que facilita é o que está em alta.

Segundo o consultor Marcelo Pimenta, em sua coluna no Jornal O Estado de São Paulo, sobre Inovações e Tendências, escreveu que ‘Há crescente parcela da população que valoriza a experiência à propriedade. A felicidade pode não estar mais numa mansão - mas num apartamento pequeno, funcional, uma boa mochila e um guia de viagens’.

O Low Consumerism - ato de consumir menos, buscar alternativas e viver apenas com o necessário - valoriza a funcionalidade e a praticidade ganha espaço mediante à ostentação. MENOS é MAIS.

O Lowsumerism (abreviação de Low Consumerism) fez surgir a economia colaborativa, em que a posse das coisas é substituída pela utilização compartilhada nos transportes (Uber, por exemplo), na culinária (ChefTime – entrega de ingredientes na medida certa para o preparo da receita), nos espaços de trabalho (Co-working), na locação mais barata de quartos para viajantes (Airbnb) e, ainda, nos condomínios verticais ou horizontais em que áreas privadas são reduzidas para aumentar e melhorar os espaços de uso comum.

Ao assistir ao vídeo The Rise of Lowsumerism, meu comentário foi:

‘Se cada um de nós tivermos as três atitudes mencionadas no vídeo: trocar, consertar e fazer, isso terá um grande impacto sobre o planeta. O consumo exagerado tem se tornado um problema de saúde mental para pessoas com propensão a desenvolver o Transtorno de Acumulação’. 

Muito embora a economia compartilhada pareça ser a solução para o excesso de consumo, isso não reduz o ato de consumir, somente reduz a posse.


Toda mudança precisa começar dentro de você. Antes de se deixar levar por qualquer impulso de consumo, pense: 
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  1. Você realmente precisa disso?
  2. Você pode pagar por isso?
  3. Será que você não está querendo ser incluído e se auto afirmar na sociedade?
  4. Você sabe a origem do produto e para onde ele vai depois?
  5. Você não está sendo enganado pela publicidade?
  6. Será que essa compra prejudica o planeta?Quantas dessas compras o planeta suporta?

Em minha postagem Armário não é museu, dou algumas dicas de como se desapegar de roupas e objetos em desuso e, também, alerto para que as pessoas sejam menos consumistas, esvaziando os armários e doando para quem precisa.  

Será que o Maximalismo sobrevive? Torço para que essa 'moda' não decole e continuo acenando a bandeira do MINIMALISMO - a vida fica mais leve e a sensação de liberdade é indescritível!! 

Quais as tendências e transformações você acredita que podem impactar na vida das pessoas? Você tende ao MINIMALISMO ou, ainda, está com um pé no Maximalismo? Deixe aqui seus comentários! 

Meu abraço,
Yolanda Hollaender 
Sócio-fundadora da ANPOP e membro do ICD

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