Como você lida com seus projetos?

Publicado no dia 22 de setembro de 2017


‘Quero muito, mas.... No meio do caminho, largo o meu projeto. ’

Não é difícil encontrar, em meio à desorganização de algumas pessoas, projetos que foram iniciados e abandonados antes de serem concluídos. Coisas como: cadernos para escrever memórias; coleta de recicláveis destinados a criar brinquedos pedagógicos; sementes e vasos para criar um jardim suspenso... etc.

Na verdade, muitas das coisas guardadas e os vários projetos incompletos podem ser a causa de boa parte da desorganização e acúmulo.

É possível que, antes de adquirir tais objetos, essas pessoas tenham passado muito tempo fantasiando o quanto seria bom alcançar o objetivo. Ou, até mesmo que, entre o desejo e a aquisição, tenha se passado somente alguns instantes. Mas, em algum momento esse desejo é abandonado.

Será que o abandono aconteceu na transição do sonho para a realidade, ou em algum momento específico daquela realidade?

A fase da fantasia é muito prazerosa. Um amigo meu costumava dizer que o papel aceita qualquer coisa. O cérebro é mais livre ainda...

Num primeiro instante, podemos literalmente viajar nos pensamentos. No entanto, sair do mundo do imaginário e entrar no mundo real requer planejamento e aceitação dos próprios limites.

Perceber as etapas necessárias e que nem todos os recursos estão disponíveis pode ser frustrante. 

Tempo, espaço, recursos são necessidades que se impõem e precisam ser superadas. É preciso força do ego, determinação e resiliência.

O temor do fracasso ou até mesmo o medo da realização pode surgir.

Medo de correr riscos e de se comprometer com responsabilidades.

Esse medo, por sua vez, alimenta o pensamento ‘Eu não consigo! Daí a força necessária para superar obstáculos se esvai...

Depois do medo, vem a vergonha e a culpa por mais um projeto abandonado.


No mundo concreto, os objetos e projetos guardados são como restos arqueológicos. São sonhos preciosos que você não quer abrir mão.

Faço um convite para que você reflita sobre suas coisas guardadas há muito tempo e que fazem parte de projetos que você desenhou para realizar no futuro, sem data determinada.


Olhe para seus objetos e relembre o que simbolizam!

Refaça seus passos!

Perceba em que parte do caminho você se perdeu.

Aceita que deve fazer uma escolha: abrir mão ou enfrentar!

Carrega para sua vida o que de fato lhe cabe, nem mais e nem menos!

Deborah Williamson Passos
Psicóloga Clínica

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