Dificuldade de abrir mão do passado ou medo que vai sentir falta no futuro?

Publicado no dia 4 de julho de 2017


Trabalhando com pessoas desorganizadas crônicas e que acumulam, tenho observado algumas tendências que podem ou não caminhar juntas. Algumas pessoas se desorganizam porque não conseguem abrir mão das experiências vivenciadas, principalmente as positivas. Brinquedos de criança; bicho de pelúcia; ingressos de shows assistidos; folhetos de viagens; lembranças de relacionamentos. 

De outro lado, têm pessoas que tendem a guardar qualquer coisa que acham que pode ser útil no futuro: um pote vazio; um pedaço de cano; tiras de tecido; caixas ou embalagens.

O que está por trás desse comportamento em acumular coisas?

Posso dizer que existe insegurança, ansiedade e medo.
Inconscientemente, a pessoa guarda esses objetos porque, de certa forma, acredita que se abrir mão vai ficar para sempre sem eles. Tem medo de ficar com espaços vazios, como se o futuro não pudesse oferecer os recursos que necessita, tais como momentos felizes, informações ou novos objetos, que tenham alguma utilidade e sejam usados. São pessoas bem controladoras e rígidas, normalmente, com pouca flexibilidade para encontrar um recurso para a falta.

Vamos entender um pouco melhor o medo!

Este sentimento tão básico do ser humano tem uma função: a sobrevivência.

Diante do perigo eminente, ou melhor, da percepção do perigo, reagimos para nos proteger. Podemos fugir, atacar ou até mesmo congelar diante dessa situação. A reação vai depender da percepção dos riscos e dos recursos que a pessoa tem.  Se sentir o risco de ficar sem, irá segurar.

Tanto a percepção do perigo como a dos recursos é subjetiva e pode estar mal fundamentada. A pessoa que teme se desfazer de experiências ou objetos pode estar erroneamente imaginando que não conseguirá viver se abrir mão disso, como se não pudesse ser feliz no presente e no futuro ou encontrar substituto para os objetos, caso necessite.

O problema é que esse medo, ao invés de ajudar, atrapalha a vida. A pessoa fica refém dessas inseguranças e não consegue abrir espaço para o novo – segura tudo o que pode. A desorganização e o acúmulo se fazem presentes. E com isto, mais dois sentimentos difíceis de lidar: a culpa e a vergonha.

Suporte aos problemas de desorganização e acúmulo 

Quando eu, enquanto psicóloga, e Yolanda Hollaender, Consultora em Organização, propomos para uma pessoa que luta com sua desorganização e acúmulo, que faça uma triagem e descarte para, depois, encontrar uma organização mais eficaz e funcional para seu dia-a-dia, estamos objetivando muito mais do que sugerir um ambiente bonito e organizado, mas uma vida mais simples, livre do medo, da culpa e da vergonha. Em síntese, uma vida mais prazerosa.

Deborah Williamson Passos
Psicóloga Clínica

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