Pessoas X Objetos - O que é mais importante pra você?

Publicado no dia 13 de junho de 2017


Este é um convite à reflexão sobre o que é importante para sua vida e, também, serve como ajuda para superar o apetite por mais coisas, porque é um caminho que pode ser muito destrutivo.

Os americanos Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, The Minimalists, gravaram há cerca de um ano A Documentary about the Important Things, traduzido para o português: ‘Um documentário sobre as coisas importantes’, em que relatam a trajetória de sua jornada com palestras em várias cidades, levando a mensagem de viver mais livre, com menos coisas.

É um vídeo que vale assistir, disponível no NETFLIX.

Excesso de coisas, necessitam espaços maiores

Nos anos 50-60, tinha-se o suficiente em casa para atender às necessidades da família – as construções eram espaçosas e confortáveis.

Já nos anos 70-80, houve o boom dos anúncios publicitários, incentivando as pessoas a terem muito mais do que precisavam para o dia-a-dia. Foram criadas datas comemorativas para cada mês: Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, enfim, um bom pretexto para fazer compras, agradar parentes e amigos e mostrar o status de pessoa bem-sucedida.

Espaços menores, pedem menos coisas

A partir da virada do milênio, por conta do consumo extremo de coisas, surge uma nova visão: quanto menos, melhor.  As pessoas chegaram num ponto tão assustador de aquisição de coisas, que passaram a viver em casas abarrotadas delas, sem espaço para se sentirem confortáveis e o que é pior: fazendo dívidas em seus cartões de crédito e desorganizando toda uma estrutura de vida; atrapalhando seus relacionamentos e até a convivência em família.

Além disso, o consumo irracional também tem causado a degradação do meio-ambiente, por causa das partículas de monóxido de dióxido de carbono produzidas pelos combustíveis usados para gerar a economia consumista, e lançadas na atmosfera.

A atual economia que vivenciamos e o desemprego assombrando muita gente, fez com que o custo da moradia se elevasse bastante e muitos precisaram mudar para residências bem menores. Tanto que já se veem arquitetos projetando espaços a partir de 14m² - embora sejam interessantes, mais parece a adaptação de uma casa num container...



E o que fazer com o excesso de coisas?

Existem pessoas que, mesmo tendo muitas coisas, procuram mais sentido em suas vidas e conseguem se desfazer dos objetos com facilidade – acabam se acostumando com menos mobília, menos louça, menos roupa, menos acessórios, menos aparelhos eletrodomésticos –mantêm somente o que precisam. 

No entanto, uma grande maioria sofre com o descarte de seus pertences conquistados ao longo de uma vida. São lembranças, memórias, apegos emocionais, necessidade de aparentar um nível social acima de sua real situação bancária. Os bens materiais são sua razão de ser e de viver.

É importante que essas pessoas com dificuldade em se livrar das coisas em excesso, com pouca ou nenhuma utilidade, ou até mesmo em desuso, e que entulham suas casas, sejam compreendidas e tenham ajuda para lidar com o desapego.

Elas precisam de tempo e de paciência dos que estão mais próximos. O processo é lento e traz sofrimento, porque esses objetos tornaram-se parte integrante de suas vidas, como que para preencher o vazio de sua existência. 

‘Seres humanos têm forte apego pelas pessoas que estão cuidando delas e, algumas vezes, parece que esse apego é redirecionado para objetos, como se eles fossem tão importantes quanto pessoas.' Fragmento do vídeo A Documentary about the Important Things.

A melhor mensagem que o vídeo dos Minimalists traz é a seguinte: 

‘Imagine uma vida com menos, uma vida de paixão, livre de armadilhas do mundo caótico ao seu redor, ter uma vida consciente, uma vida mais simples! Ame as pessoas e use as coisas, porque o oposto nunca dá certo. ” Joshua Field Millburn e Ryan Nicodemus

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Yolanda Hollaender
Sócio-fundadora da ANPOP e membro do ICD

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