As melhores coisas da vida não são coisas

Publicado no dia 4 de fevereiro de 2015


Li esta frase em um poste perto de casa, sem assinatura do autor... A partir daí, passei a refletir sobre isto... É maravilhoso comprar, comprar de novo e de novo, a sensação é de poder... É bom sim, se não for ficar endividado, é bom se não vai acumular, deixar literalmente para as traças comerem, é bom se realmente precise daquilo de verdade.

O ter por ter, não faz sentido!

Sinto que muitas crianças não desejam mais as coisas, simplesmente ganham tudo o que querem e isto não as fazem mais felizes, pelo contrário, não valorizam as coisas que têm simplesmente se apegam às coisas. Apego em demasia é muito ruim. Há muito tempo, li que a criança precisa se frustrar um pouco a cada dia.

Conheço um “serzinho” de apenas sete anos, que as coisas para ele de certa forma são escassas aos olhos de muita gente, mas toda vez que ele ganha algo, vai até o “céu” – aliás, ele agradece tudo o que ganha e todos os momentos que ele vive. Suas principais frases: “Este é o melhor dia da minha vida.”; “Esta é a melhor comida, que já comi.”; “O dia hoje foi muito bom!”... Essas frases são repetidas várias vezes por um menino de pouca idade, mas que é grato por tudo o que recebe...

O meu texto é uma reflexão de como temos e usufruímos das “coisas”. Qual o valor que damos a elas? Por que e para quê, consumimos tanto?

No ano passado, conheci uma pessoa que tem muita coisa parada, sem uso, apodrecendo; alimenta brigas infinitas com diversas pessoas, inclusive família, filhos, etc; tem problema no coração (nem sei se viverá muito). E, assistindo tudo isto, eu me perguntava: “Para que tanta coisa, se não se pode viver bem, nem com as pessoas que se ama?”

Não faço apologia à pobreza, já disse isto antes, porém, as “coisas” precisam de movimento, de uso, se não servem mais para mim devo doar ou vender, passar adiante, pois o novo virá.

E para este ano, esta é minha lista de desejos:
Quero uma sala de estar bem grande, para receber a minha família e os nossos amigos...
Quero muito dinheiro para viajar e conhecer outros povos e regiões.Quero encher meus olhos d’ água em cada solo que pisar.
Quero que meu coração pulse em cada abraço que eu der.
Quero que meu amigo conte comigo, sempre que precisar, que ele não precise de dinheiro e sim do meu ombro, mas se precisar, que eu possa ajudar.
Quero olhar mais no olho de cada pessoa e que eu viva intensamente cada momento com ela.
Quero uma vida simples, porém intensa, espaços ocupados e muita energia positiva para compartilhar.
Susi Cappucci

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