Tentativa de organizar o caos

Publicado no dia 12 de janeiro de 2015


Ao ler o Estadão nesta semana, encontrei uma chamada de um filme nacional, cujo diretor foi entrevistado. Eis um fragmento da entrevista:

“Histórias reais é o que me move. Histórias de gente, e sempre tentativas de organizar o caos”.  (Vicente Amorim)

Tenho observado que tanto no jornal impresso, no rádio ou na TV as duas palavras antagônicas sempre aparecem: ordem e caos... Por isso, sempre em minhas leituras eu procuro por essas expressões e destaco com o marcador para reler aquele trecho ao final do artigo, para analisar melhor porque foram usadas.


Nessa minha atividade como profissional de organização, o que mais ouço é “minha casa está um caos” – e isso claramente indica um estilo de vida, uma situação momentânea, uma maneira de justificar a procrastinação, enfim o eu interior desorganizado reflete no ambiente externo, deixando o dia-a-dia caótico... 
Entender as razões que levam uma pessoa a se desorganizar a ponto de não conseguir ter uma vida saudável, é o mais desafiador!

O ambiente desorganizado causa estresse. As pessoas que habitam sob o mesmo teto sofrem com todos os objetos fora de lugar. O relacionamento familiar fica comprometido. Muitas vezes os ambientes viram verdadeiros depósitos de roupas e caixas. É um transtorno.

O que não se pode fazer é criticar pessoas que têm suas casas desorganizadas, simplesmente chamando-as de “desleixadas” ou “irresponsáveis” ou “sem noção”. A sociedade tem preconceito com esse tipo de comportamento, o que faz com que o desorganizado se afaste e se isole – e o problema pode piorar. 
Cada ser é um indivíduo, portanto, tem suas características e histórias pessoais. São pessoas reais que enfrentam suas dores e frustrações, e precisam de ajuda.

Tenho aprendido, e muito, a respeitar as pessoas desorganizadas, procurando entender os motivos que as fizeram perder o controle da situação; sensibilizando-as de como é importante um ambiente saudável e funcional; ajudando-as a entender a necessidade de ter a casa com o mínimo de ordem para poder melhorar os espaços de convivência com os membros da família e, principalmente, ensinando-as a aplicar algumas práticas de organização.

Na maioria das vezes, quem está desorganizado não consegue sozinho lidar com a situação. Esse é o trabalho que nossa Oficina oferece: sensibilizar, orientar, ajudar e dar suporte aos problemas de desorganização.

Caso você tenha dificuldade para se organizar, ou se conhece alguém que precisa de ajuda, a psicóloga clínica Deborah J. Williamson e eu, Yolanda Hollaender, consultora em organização, ajudamos você a enfrentar o caos que se instalou em sua vida doméstica.

Contate-nos! Você pode vir até nós, ou nós até você. 
Yolanda Hollaender
Personal Organizer
Sócio-Fundadora da ANPOP e membro do ICD

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Tenho me dedicado e estudado muito sobre o segmento: desorganizadores crônicos e acumuladores. Isso tem contribuído para que eu compreenda as razões e os níveis de desorganização. É um grande aprendizado. Beijos

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  2. Parabéns! Cada texto melhor do que o outro!! Estou aprendendo muito! Abraços, Milliane

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    1. Fico satisfeita que tenha aproveitado o conteúdo, Milliane. É um público que o Profissional de Organização precisa ser cuidadoso, respeitando as razões que levam o acumulador ao apego de objetos e sempre procurando conversar com um profissional da saúde para atender esse cliente. As redes de atenção já estão se preparando para atender pessoas com transtorno de acumulação.

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