Quer resolver seu problema com a desorganização?

Publicado no dia 2 de agosto de 2018


O quanto a desorganização tem prejudicado sua vida? Já tentou resolver o problema e não conseguiu? Saiba que existem ferramentas que ajudam você nessa sua dificuldade em se organizar. É o que vou explicar nesta postagem. Acompanhe!


imagem de uma mulher com problemas de desorganização


Se a desorganização tem acompanhado você por anos, lhe prejudicado e, mesmo tentando, não conseguiu resolver o problema, provavelmente você é um desorganizado crônico.

Mas, não se desespere! É possível mudar esse quadro; identificar as causas de sua dificuldade de organização; e desenvolver recursos pessoais para que a desorganização diminua sensivelmente ou até mesmo deixe de existir.

E é isso que Yolanda Hollaender, Consultora e Profissional de Organização e eu, Deborah J. Williamson Passos, Psicóloga Clínica especializada em Neuropsicologia, estamos preparando para você:

Uma Oficina aplicada em duas etapas, na qual iremos levar você da conscientização do problema até o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento da desorganização.

Estamos fundamentando esta Oficina em nosso conhecimento e experiência com pessoas cronicamente desorganizadas e acumuladores e, também, no método desenvolvido por David F. Tolin, Randy e Gail Stekette, pesquisadores americanos que trabalham com acumuladores e que desenvolveram um bom material para ajudar na mudança de comportamento - esse método está sendo utilizado em várias cidades dos Estados Unidos.

Oficina 'Adquirindo Controle Sobre a Desorganização'

Tem como público-alvo as pessoas desorganizadas, que não conseguem lidar com o problema sozinhas.

A oficina é aplicada em duas etapas e iremos levar você da conscientização do problema até o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento da desorganização. Serão seis encontros em cada etapa, de duas horas semanais, em grupo, com exercícios práticos. Na primeira etapa focaremos mais na questão da consciência e na segunda na organização em si.

Mudança de atitude requer verdadeira consciência do problema, motivação e estratégias - essa é nossa proposta.


Imagens de atividades nas Oficinas de Suporte aos Problemas de Desorganização
Conteúdo da Primeira etapa:
  • Identificação de características do desorganizado crônico, acumulador e comprador compulsivo.
  • Como é a história de minha desorganização e quais fatores estão presentes neste comportamento.
  • Conhecendo os vilões da organização e do acúmulo.
  • Tendo contato com as ferramentas contra a desorganização.
  • Encontrando motivação e comprometimento para a mudança.
Conteúdo da Segunda etapa:
  • Desenvolvendo um plano de enfrentamento individualizado.
  • Aprendendo a utilizar as ferramentas de organização.
  • Enfrentando os vilões que apareceram no processo.
  • Compartilhando os resultados obtidos.
  • Retomada de compromisso com a organização e desenvolvendo estratégias de longo prazo.
Esse material é pioneiro no Brasil e esperamos poder ajudar várias pessoas que sofrem com sua desorganização por um longo período.

Tendo interesse, ou conhecendo alguém que precise de suporte aos problemas de desorganização, é só preencher o formulário, clicando no link: http://bit.ly/2vcW1GL - as vagas são limitadas.

Já estamos formando o 1º grupo deste novo projeto, com início previsto ainda para este mês de agosto. Faça a pré-inscrição para a Oficina, ou recomende, compartilhando esta publicação!

Um grande abraço.

Tralhas – aprenda como ‘destralhar’

Publicado no dia 17 de julho de 2018


Morar num apartamento reeduca o hábito de guardar coisas. Entenda como é importante manter o essencial para não haver surpresas na hora de uma mudança!  

Foto de vários objetos de jogos incompletos e que abarrotam nossas casas
Banco de Imagens Pxhere

Recentemente, o historiador Leandro Karnal escreveu uma crônica dizendo que se orgulhava de não ser um acumulador porque jogava fora jornais, repassava livros, não mantinha roupas sem uso e não guardava caixinhas e nem latinhas vazias. Achei interessante o tripé citado por ele para se viver bem: minimalismo, vida clean e ordem. Mais adiante em seu texto, o escritor questiona o hábito patológico e a motivação psíquica que levam pessoas a sofrer e guardar coisas inúteis e volumosas. ‘Como alguém chega a tal ponto e que dor a tralha esconde?' Mas, em contrapartida, na hora de sua recente mudança de apartamento, ele mesmo se surpreendeu com a quantidade impressionante de 'tralhas' que possuía e até faz graça, dizendo-se envergonhado porque talvez pudesse ser chamado para um documentário intitulado 'O professor soterrado pelo lixo.'

É exatamente o questionamento sobre as razões que levam pessoas a acumular que me fez aprofundar no estudo de casos envolvendo acumuladores e desorganizados crônicos e que Deborah Passos, a psicóloga com quem faço parceria na Oficina de Suporte aos Problemas de Desorganização, e eu, atuando como Consultora e Profissional de Organização, começamos a atender clientes em situação de acúmulo.  

Segundo pesquisas da psicóloga Deborah Passos, existem muitos fatores que levam uma pessoa a acumular e que podem ser de origem neurológica, psicológica, falta de habilidade ou tempo, personalidade ou distúrbios psiquiátricos – assunto que Deborah aborda em suas publicações:

Acumular objetos é normal ou indício de um problema maior?


Imagem que ilustra algumas das causas psicológicas que levam à desorganização


Atendendo clientes que precisam de ajuda para ‘destralhar’


Algumas pessoas, depois de se desvencilharem de objetos que tinham em excesso, percebem que não precisam mais de tanto espaço para morar e decidem se mudar para um lugar menor. Imagine a economia que uma casa ou apartamento menor representaria, sem que você perdesse sua qualidade de vida, já que vivendo com menos objetos você ainda teria o mesmo espaço?

Tenho sido chamada para atender clientes que precisam desocupar espaços e melhorar o trânsito entre um cômodo e outro, ou para facilitar na hora de procurar seus pertences. Justificam que não têm energia para mexer com o volume de coisas acumuladas e que já tentaram praticar o desapego e não conseguem. Alguns têm a ilusão de usar aqueles objetos no futuro, ou porque acreditam que farão falta em algum momento da vida, pois pensam que talvez não possam mais comprar. No entanto, a quantidade guardada ocupa tantos espaços que fica armazenada por um longo período, sem que essas pessoas se lembrem do que foi guardado e nem falta sentem. E, numa hora em que é necessário mudar de residência ou transferir o escritório para outro endereço, surge a necessidade de mexer com o montante de coisas acumulado por anos, o que torna o desapego um grande desafio. 

Sempre trabalho junto com esses clientes para que consigam tomar decisões rápidas. Uma vez que essas pessoas estejam determinadas a mudar seus hábitos de guardar coisas, passam a entender o processo e participam ativamente da 'triagem'. Resultado: ao verem a evolução do trabalho se sentem motivados e aliviados. 

Princípio básico para uso, reuso e descarte sustentável de objetos


Manter
Usar aquilo que tem algum valor e função.
Ressignificar é dar um novo uso para um determinado objeto e enxergá-lo sob uma outra perspectiva. Criar e dar uma nova possibilidade para um produto que foi adquirido para cumprir uma função específica.

Reaproveitar
Consertar ou Restaurar algum móvel ou objeto sem uso, porque está quebrado, rasgado ou riscado, dando uma nova vida a ele para que volte a ser utilizado.
Transformar não é apenas dar um novo uso para uma peça, mas modificar suas próprias características originais; que pode envolver desde uma mudança de cor, até a inclusão de outros elementos. Não é consertar, mas remodelar, propor um novo significado.

Descartar:
Doar é uma ação necessária quando percebemos que possuímos itens em casa que não utilizamos mais. A doação precisa ser feita de forma consciente para não nos arrependermos depois e não darmos um destino errado para essas peças. Observar se os itens estão em bom estado para que outra pessoa possa utilizar.
Trocar mercadorias entre parentes e amigos, ou organizar uma reunião com vizinhos, dependendo da quantidade de coisas que tiver.
Reciclar é quando descartamos algo que não funciona mais ou chegou ao fim da sua vida útil. Esses objetos e materiais devem ser descartados em lugares apropriados, principalmente no caso de materiais tóxicos.

Algumas formas de 'destralhar'


É necessário saber consumir somente aquilo que realmente precisa. Fazer um descarte quando se tem coisas que não fazem mais sentido estarem ali deve ser um processo de destralhamento, em que é preciso saber exatamente o destino que você vai dar para isso.


Neste mês, atendi uma cliente que se desfez de muita coisa. Ajudei-a na triagem e seleção de objetos e roupas e ela anunciou num Grupo do WhatsApp - Conseguiu boas vendas em menos de 24hs. 
Imagem com vários objetos separados para descarte
Triagem e separação de objetos para descarte na casa da cliente
No condomínio onde moro foi colocada uma 'Caixa do Bem' do Exército da Salvação e está sendo um sucesso - a caixa ficará por 15 dias e, em menos de 4 dias, ficou lotada! Uma forma sustentável de 'destralhar' e ajudar pessoas necessitadas.

Na garagem tem um container para descarte de eletrônicos e afins – a empresa encarregada de coletar esse material passa uma vez por mês e leva muita coisa! Quantos aparelhos eletrodomésticos mantemos sem uso, porque pararam de funcionar ou porque estão quebrados e guardamos no intuito de 'um dia consertar' e esse dia é adiado por muito tempo?


Alguns brechós aceitam ficar com mercadorias em consignação ou compram lotes de roupas e acessórios;

Instituições que cuidam de idosos carentes também aceitam doações de roupas usadas em bom estado;

Creches estaduais e municipais que recebem crianças, cujos pais trabalham fora o dia inteiro e não têm com quem deixar seus filhos, recebem doações de brinquedos e roupas de bebês e crianças pequenas.   

Veja minha publicação Armário não é museu, com outras dicas de como desapegar!

Instituições que recebem, coletam ou compram objetos em geral

Portal eCycle > Saiba onde descartar seus resíduos - Encontre postos de reciclagem e doação mais próximos de você!  https://www.ecycle.com.br/index.php 



Exército da Salvação > recebe doações diversas e de várias cidades: www.exercitodoacoes.org.br

Coopermit > descarte correto dos equipamentos eletroeletrônicos inservíveis (lixo eletrônico), evitando o seu envio para aterros sanitários.  Coleta todo tipo de material eletroeletrônicos, como computadores, forno elétrico, lava-roupas, caixas de som, fios, cabos, celulares, reatores (exceto de resina), forno micro-ondas e chuveiros: https://www.coopermiti.com.br/

Trocaderia > é uma iniciativa criada para promover a troca de roupas e objetos entre participantes em eventos que rolam a cada dois meses:

Roupa Livre, Brasil > O Movimento conecta iniciativas e pessoas que se propõe a praticar uma relação mais carinhosa e consciente com o que se veste; através de: bate-papos, workshops e oficinas: http://www.roupalivre.com.br/

Banco de Tecido, Brasil > Espaço físico em SP que disponibiliza cortes de tecidos diversos, em que qualquer pessoa pode depositar, retirar e comprar tecidos por quilo. http://bancodetecido.com.br/

Trash is for Tossers, EUA > Blog feito pela americana Laura Singer, para documentar seu dia-a-dia sem produzir lixo. Existe uma versão brasileira comandada pela Cristal, que segue o mesmo princípio: http://www.umanosemlixo.com/

Zero Waste Home, França/EUA > Blog da escritora Bea Johnson, que retrata a rotina de sua família ao viver sem produzir lixo desde 2008, com dicas até de decoração minimalista: http://www.zerowastehome.com/
Ideia Circular, Brasil > Projeto dedicado à discussão e divulgação da Economia Circular e do design C2C / de Berço a Berço no Brasil: http://www.ideiacircular.com
Free your stuff, Alemanha e Brasil > Movimento que permite doações de objetos, como celulares, ferramentas e móveis, ou de experiências, como aulas e ingressos para museus: https://www.facebook.com/freeyourstuff

Ecopontos > Estação de Entrega Voluntária de Inservíveis – O entulho gerado por construções, demolições e pequenas reformas em prédios ou residências, que são jogados de maneira ilegal em avenidas, ruas e praças, têm gerado sérios problemas ambientais para as cidades e para a população, que está perdendo espaços de lazer e recreação. Os Ecopontos são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis - o munícipe poderá dispor o material gratuitamente em caçambas distintas para cada tipo de resíduo: https://saopaulosao.com.br/conteudos/outros/1679-saiba-o-que-descartar-nos-90-ecopontos-de-sao-paulo.html

Coleta Seletiva > fazem reciclagem de papel, plástico, vidro e metais. Após recolhidos, os resíduos são encaminhados para as centrais das cooperativas de catadores conveniadas. São Paulo conta atualmente com uma rede de 27 cooperativas e associações de catadores habilitadas pela AMLURB,

Desenho de uma pessoa sacudindo a casa para destralhar
E, você? O que destralhou, hoje? Deixe aqui seu comentário, contando como se desapega de objetos que já não tem mais utilidade para você! 

E, se precisar de ajuda para 'destralhar' e abrir espaços em sua casa ou no escritório, entre em contato conosco! Assim, juntos, faremos a triagem, seleção e reorganização dos objetos que, de fato, tenham utilidade para você. 

Meu forte abraço,
Yolanda Hollaender
Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD
Fontes de consulta:
Coluna de Leandro Karnal, no Estadão de 11 de julho de 2018
Guia Descartar & Reaproveitar, de Naila Broisler
Para se desvencilhar de tudo o que é inútil, de Alice Le Guiffant & Laurence Paré

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