Acumular objetos é normal ou indício de um problema maior?

Publicado no dia 22 de maio de 2018

Normalmente, as pessoas gostam de ter objetos. Desde pequenas vivenciam a alegria de ganhar. Os pais, tios, avós e amigos sentem muito prazer em dar presentes e acabam exagerando. 

Neste texto irei trazer algumas situações que levam as pessoas a consumirem e explicarei em quais situações deve-se ficar atento, pois podem indicar um problema de grande proporção.

Imagem com muitos bichinhos de pelúcia


Já vi crianças que, com 4 anos, ao juntar todos os ovos de Páscoa que ganharam dos familiares, tinham mais de 4kg de chocolate nas mãos. Vi outra criança de 9 anos com mais de 120 bonecas Monster High.

Nas festas infantis, a falta de bom senso é ainda maior. Além do Buffet com centenas de doces e refrigerante, a criança convidada sai da festa não com uma lembrancinha, mas uma caixa recheada de doces. A festa em si não é suficiente para despertar lembranças. Aos poucos, vão esquecendo que o prazer deveria estar na ação de brincar, e não em ter objetos.

Quanto adultos, os comerciais estão sempre ‘massificando’ que seu valor está relacionado ao poder de consumo.  Quanto mais puder consumir e ter, melhor. O vídeo The Story of Stuff, produzido pela economista americana Annie Leonard, é bem esclarecedor sobre o ciclo de consumo e dos produtos. Aborda, entre outras coisas, o quanto somos programados para consumir. Vale a pena assistir e refletir. 

Vivemos num mundo consumista e somos incentivados a fazer aquisições – isso não é difícil entender – mas, por que as pessoas acumulam tanto? Por que as pessoas chegam ao ponto de acumular até colocar sua vida em risco?

Acumular pode ser uma doença. Pode ser tanto um sintoma de uma doença como consequência de uma Depressão, Esquizofrenia, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), como também um transtorno mental, o Transtorno de Acumulação, que foi só recentemente classificado no DSM 5 - Manual de referência de Doenças Mentais.
Uma doença para ser considerada como tal é preciso anos de pesquisa e a definição bem clara dos sintomas.

São sintomas do Transtorno de Acumulação:

A.Dificuldade persistente em descartar ou de se desfazer de pertences, independente do seu valor real;B.Esta dificuldade se deve a uma necessidade percebida de guardar os itens e ao sofrimento associado ao descartá-los;C.A dificuldade de descartar os pertences resulta na acumulação de itens que congestionam e obstruem as áreas em uso e comprometem substancialmente o uso pretendido;
D.A acumulação causa sofrimento significativo ou funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo;E.A acumulação não é devido a outra condição médica;
F.A acumulação não é mais bem explicada pelos sintomas de outras doenças.

Os programas que passam na TV sobre os acumuladores (Hoarders) mostram pessoas que estão vivenciando casos extremos de apego e acúmulo, provavelmente com Transtorno de Acumulação e outras doenças associadas. No entanto, o nível extremo de acúmulo não acontece de um dia para outro. São anos para chegar nesse ponto.

Então, volta a pergunta: Como saber se o apego aos objetos não é indicio de um problema maior?

Ter objetos é um desejo, mas deve ser controlado pela razão. A emoção deve respeitar a razão que está conectada com a realidade.

Exemplificando:

Posso desejar todos os lindos sapatos que vejo na vitrine, mas onde vou colocá-los no meu apartamento de 60m²? – Quando e onde vou usar todos esses sapatos?
Posso juntar todos os objetos interessantes que encontro para fazer artesanato, pois tenho ideias criativas para cada um deles – Mas, quando vou ter tempo e energia para fazer tudo isso?

É perceptível um problema quando esses questionamentos de realidade não são suficientes para que as pessoas se desapeguem do objeto e quando, gradativamente, a relação com outras pessoas passa a ser menos importante do que a relação com os objetos em si.

Muitas pesquisas têm demostrado a relação da felicidade com as relações humanas. A pesquisa mais longa realizada, e que durou 75 anos, foi feita pela Universidade de Harvard – e concluiu que são as relações pessoais que garantem melhor saúde física e mental.

Imagem de três pessoas de mãos dadas caminhando por uma estrada

Por isso tudo, minha sugestão é que fique atento com o nível de apego e acúmulo que está acontecendo ao seu redor.

Perceba o quanto este acúmulo está desproporcional e afetando negativamente sua vida.
Observe se o desejo de manter os objetos está prejudicando seus relacionamentos. E, se isso estiver acontecendo, procure mudar.

Caso não consiga sozinho, conte com nossa ajuda!
Um abraço,
Deborah Williamson Passos

A ordem é organizar

Publicado no dia 9 de maio de 2018


O que é essencial para você? Como você lida com sua falta de organização? Vou te ajudar, sugerindo um breve questionário e dando algumas dicas para que você consiga se desvencilhar do que é inútil. 

imagem de moça olhando para uma tela com retângulos coloridos, dispostos aleatoriamente
Banco de Imagens Pxhere

No artigo  ‘Como mudar imediatamente a sua vida para melhor’,  de Lolly Daskal, num dos itens sugeridos pela autora foi escrito: Pense em todas as coisas da sua vida que são importantes para você - o essencial - e, em seguida, elimine todo o resto. Este sistema ajuda você a simplificar sua vida e ver o que você deve se concentrar. Pode funcionar para qualquer coisa que você tenha em sua vida, profissional ou pessoal. E apenas o ato de deixar as coisas irão ajudá-lo a simplificar, a se concentrar no que é importante e a construir a vida que deseja.

Cultive o essencial e o resto é desnecessário!

Esse fragmento traduz muito bem a essência do viver com menos, ganhando com isso mais liberdade e qualidade no dia a dia.

Organizar parece difícil, mas é bem mais simples do que parece.

A gente vive acumulando objetos, que no momento que se guarda a ideia é usar em ocasiões especiais, ou porque pode-se precisar em certas situações imaginárias, ou representam memórias afetivas. Existe, também, uma necessidade de posse das coisas que preencham espaços, sejam físicos ou emocionais.

Se você se sente incomodado com o excesso de coisas ao seu redor, a desorganização tornou-se crônica, e já não sabe muito bem como lidar com essa situação e nem por onde começar, calma! Para tudo tem solução.

Imagem de frase de William Morris sobre não ter nada que não se sabe para que serve

Primeiro, responda e reflita sobre as 4 perguntas abaixo, mas seja honesto com você mesmo:
  1. Quanto às suas coisas, você acha que tem o suficiente ou tem demais?
  2. Você se sente invadido com os objetos que tem?
  3. Tudo o que você possui ocupa tempo demais em sua vida e você gasta mais do que deve?
  4. Como você poderia se livrar de tudo o que é desnecessário?

Ao responder, você já consegue ter uma ideia de como as coisas influenciam sua vida, de forma positiva ou negativa.

Claro que você não conseguirá saber tudo o que tem, e por essa razão que muitas vezes se compra em duplicidade. Daí a importância de fazer uma análise do que se tem para, então, separar o que não é usado ou necessário e que só ocupa espaço.

Vamos à prática?

A 1ª etapa é fazer uma triagem – um bom momento para isso é nas mudanças de estação – final da Primavera e final do Outono, preparando-se para o Verão e o Inverno, quando roupas, acessórios e outros materiais são retirados das gavetas e armários para serem usados nessa época, em função do clima quente ou frio!

Imagem com containers coloridos para reciclagem de materiais
Banco de Imagens Pxhere
Comece separando o que você usa com frequência do que usa de vez em quando e do que nunca usa – coloque em caixas coloridas ou com etiquetadas para identificar as peças que você está separando. Avalie e pense se é importante continuar mantendo o que não é usado ou que é usado vez ou outra. 

Eu, por exemplo, quando me mudei de apartamento, herdei de minha filha um gato persa - lindo! Mas a caixa de proteção na qual ele veio era muito grande para acomodar na área de serviço". Então, pensei: o gato é caseiro, só precisaria dela para levá-lo ao veterinário por conta das vacinas anuais. Teria sentido mantê-la? Decidi-me desvencilhar da caixa e quando preciso, peço um pet-taxi, que funciona muito bem.


AZUL: papel
VERMELHO: plástico
VERDE: vidro
AMARELO: metal
PRETO: madeira
LARANJA: resíduos perigosos
BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
ROXO: resíduos radioativos
MARROM: resíduos orgânicos
CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

Voltando à separação de suas coisas, a 2ª etapa é tirar do caminho o que você concluiu que já não é mais importante ficar guardando. Existem espalhados pela cidade pontos de coleta ou ONGs que aceitam doações e até retiram em casa. Faça isso!

Economia de tempo é o que você ganha, quando se desfaz de:

  • Pequenos objetos espalhados pelas estantes, que dificultam na hora da limpeza e poluem o ambiente.
  • Coleções de Revistas, apostilas de cursos ou livros - acabam ficando desatualizados e você pode pesquisar na Internet os mesmos assuntos bem mais completos.
  • Roupas justas, calçados e acessórios que saíram de moda e estão ocupando espaços no armário – com o tempo as traças e o mofo poderão destruir essas preciosidades sem que você perceba.
  • Eletrodomésticos que estão parados, porque precisariam ir para a Assistência Técnica e, talvez não valha a pena o custo do conserto.
  • Aparelhos eletrônicos esquecidos na gaveta e que já estão ultrapassados por conta das novas tecnologias.
  • Contas, documentos e papeis diversos que já passaram da data de guarda e só entulham os arquivos.
  • Louça ou mobília dos antepassados, brinquedos, roupinhas de bebê, que talvez você pense que seus filhos ou os filhos deles, ao crescerem, vão querer guardar e usar – com espaços cada vez menores será difícil acomodar todas essas relíquias.
Imagem de uma mala com um violino e um cartaz de agradecimento
Banco de imagens Pxhere
Essas são algumas formas de desvencilhar-se de coisas que não são essenciais e só contribuem para o acúmulo dos espaços.

Que tal tentar e colocar em prática as sugestões dadas aqui?

Mas, se tiver muita dificuldade de se livrar do caos ou achar que você se tornou um desorganizado crônico, a Oficina de Suporte aos Problemas de Desorganização veio para ajudar você nessa hora.  

Visite a página da Oficina!

Aproveito para desmistificar o rótulo que nós, profissionais de organização, recebemos quando da visita de avaliação na casa do cliente que quer ajuda com a desordem que tomou conta de sua vida, mas tem receio de que, ao pedir essa ajuda externa, tudo o que ele tem de mais precioso será ‘descartado’ ou jogado fora.

Isso não acontece, porque um organizador profissional qualificado para atender pessoas cronicamente desorganizadas é muito cuidadoso e respeita o que é importante para o cliente. Nada é jogado ou tirado do lugar, sem que o cliente queira ou permita e é sempre feito a 4 mãos, ou seja, com a participação do cliente.

Deixe aqui seu comentário, contando um pouco como você lida com suas coisas e o que considera essencial para guardar.

Meu forte abraço,
Yolanda Hollaender
Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD

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