Diminuindo a Aquisição Excessiva

Publicado no dia 2 de abril de 2019


A expressão ‘Diminuindo a Aquisição Excessiva’ é difícil de pronunciar, parece até trava-língua, mas representa melhor o assunto que quero abordar nesta postagem. Saiba o porquê!

Origem da palavra aquisição: Do latim ‘acquisitio.onis’, "ato de adquirir".

Significado: Ação ou consequência de adquirir, de se tornar proprietário de alguma coisa. Ato de tomar posse de algo; obtenção. O que passou a pertencer a alguém.

Antes de definir o título, pensei em: aquisição exagerada, consumo excessivo, consumo impulsivo e compra compulsiva.

Depois de várias pesquisas e reflexões sobre o Consumismo, defini que esta postagem teria o título ‘Diminuindo a Aquisição Excessiva’, nome também que será utilizado para uma nova oficina que está sendo preparada por mim e Yolanda Hollaender, com quem faço parceria no atendimento a clientes em situação de acúmulo e desorganização crônica.

Mais uma vez, estamos unindo Psicologia e Organização porque observamos que, por trás de uma área desorganizada, normalmente encontramos apegos,memórias, dificuldades de abrir mão de uma fase de vida. O profissional de organização buscará soluções para o espaço físico, enquanto o psicólogo vai ajudar a lidar com as questões emocionais.   

Vou explicar as diferenças e o porquê utilizo o termo aquisição, ao invés de consumo.

Todos os indivíduos, de maneira geral, são consumidores. Para sobreviver é preciso consumir alimentos, roupas, energia, água etc. Pelo fato de os centros urbanos estarem longe da zona rural, quem mora na cidade passa a adquirir os produtos que consome. Até mesmo aqueles que produzem alimentos ou têm indústrias e comércio necessitam de matéria prima e, também, dependem de serviços e produtos básicos. Consumir, então, traz a ideia de algo comprado e necessário.

A palavra aquisição nos leva à ideia de adquirir, o que contempla não só o que se compra, mas o que se adquire de outra forma, através de doações e coletas - algumas pessoas não compram material reciclado para fazer artesanato, mas elas coletam da rua ou de depósitos e outras recebem doações.



O problema não está no que se adquire ou o que se consome para a subsistência (Conjunto de coisas essenciais para a preservação da vida; sustento, alimentação), mas no excesso.

Eu poderia ter utilizado a palavra aquisição impulsiva ou compulsiva. De fato, quem adquire demais faz por impulso, mas nem sempre – esse comportamento pode ser por hábito.

Já a palavra compulsiva dá o sentido de algo patológico, em que o indivíduo não consegue controlar seu desejo e comportamento, gerando um grande sofrimento e prejuízo.

Mas o que é aquisição excessiva?

Entenda-se por excessivo aquilo que está a mais, que é desnecessário, que atrapalha, que não é utilizado. Tudo depende do hábito de cada pessoa. Não existe uma regra única.

Exemplificando: para alguém que mora num pequeno apartamento e recebe duas visitas de cada vez, um jogo de louça para quatro pessoas é suficiente. Já uma família que vive numa casa grande e recebe vários convidados de uma só vez, vai precisar um aparelho de jantar completo, pelo fato de que sua mesa acomoda bem doze ou mais pessoas.



A medida ideal depende do comportamento de cada pessoa e do que é possível em termos de espaço físico.

Vivemos numa época de consumo exagerado e somos bombardeados diariamente com estratégias para adquirirmos coisas. Numa sociedade capitalista, nosso valor como pessoa está atrelado a nosso poder de consumo e aos bens que adquirimos. Sendo assim, com as campanhas cada vez mais atraentes, que associam objetos a emoções, e a grande valorização do consumo para ter status ou visibilidade perante os outros, fica difícil resistir!

Em vista disso, compra-se em excesso e vive-se as consequências deste comportamento. Perde-se o foco das coisas que realmente trazem felicidade. Gasta-se tempo e recursos financeiros que poderiam ser empregados em necessidades reais.

Aspessoas ficam desorganizadas e acumulam coisas em excesso. E, ainda, passam por sentimentos como a ansiedade, a vergonha e a culpa.

De um lado a aquisição excessiva faz a economia girar, do outro agride o planeta e os indivíduos.




Tendo em vista toda essa sequência negativa, Yolanda e eu percebemos a necessidade de ajudar as pessoas a olharem seu comportamento de aquisição excessiva, mesmo que ainda não tenham a dimensão de uma compulsão.

Desenvolvemos, então, uma oficina para trabalhar a diminuiçãoda aquisição excessiva. Nosso propósito é ajudar as pessoas a se conscientizarem dos prejuízos de seu comportamento e perceberem as situações que deram o gatilho para o comportamento de adquirir em excesso – tudo isso através de estratégias personalizadas para diminuição da aquisição.

Na oficina ‘Diminuindo a Aquisição Excessiva’ será trabalhada a compreensão do conceito de aquisição excessiva e compulsão, promovendo a reflexão de quanto e como esse comportamento pode ser prejudicial.

Também será feita uma dinâmica para identificar como a aquisição excessiva passou a fazer parte da vida de cada um, e qual o possível significado desse comportamento.

Entre uma sessão e outra, será proposto ao participante um exercício de autopercepção para identificar as situações, pensamentos e emoções que propiciam o comportamento de adquirir. 

E, por fim, a partir dos dados coletados no exercício de autopercepção será feito um levantamento de estratégias de enfrentamento que melhor se adaptem a cada indivíduo.

Nosso objetivo com essa oficina é fazer com que cada participante saia mais consciente e fortalecido para enfrentar o desejo de adquirir, tendo como resultado uma diminuição efetiva da aquisição excessiva.

Caso você tenha se identificado nessa situação, clique aqui para mais informações sobre as Oficinas que oferecemos!  

Um abraço,
Deborah Williamson Passos

Quero ajuda com minha desorganização!

Publicado no dia 27 de fevereiro de 2019



Nesta postagem replico uma troca de e-mails com uma pessoa que me pediu ajuda e que vou identificá-la com as letras EM (prefiro manter somente as iniciais para preservar sua identidade). O intuito é esclarecer até que ponto o Profissional de Organização pode chegar e qual a abordagem que deve fazer em situações em que o cliente em potencial se diz uma pessoa que está desorganizada e pede ajuda.

Imagem de 2 pessoas, uma ao celular e outra no notebook.
Banco de Imagens Pxhere
EM: Acabei de ver um vídeo de uma entrevista sua com a Rafa. Eu sou muito desorganizado. Visualizo isso como meu principal defeito e vejo isso impedindo que eu me desenvolva. Meu tempo é sempre curto e não consigo ter e obedecer a uma agenda. E sempre minha casa está desorganizada. Sou uma pessoa extremamente criativa e vejo que essa qualidade me torna "aéreo" e me prejudica em ter foco. Gostaria de saber o que você me aconselha a fazer. Obrigado!

Yolanda Hollaender: Olá! Agradeço o contato. Pessoas que estão desorganizadas tendem a ser muito criativas e perdem o foco durante as atividades - têm vários interesses e, com isso, se desorganizam e deixam de ser produtivas. 

imagem ilustrativa
A melhor maneira de amenizar essa situação é a disciplina. Acostume-se a ter um calendário de tarefas que você possa visualizar facilmente - existem modelos de porte pequeno (à venda em papelarias). Assim, você marca o compromisso ou a atividade com marcadores coloridos autoadesivos e cumpre o horário, sem perder o foco.
imagem ilustrativa
Outra forma de você se organizar é usando a TécnicaPomodoro. Calcule o tempo de uma determinada atividade, desligue celular ou TV e se dedique a realizar essa tarefa, fazendo intervalos de 5 minutos a cada 25 minutos de tarefa realizada. Por exemplo: Se você tem um trabalho que você calcula levar 60 minutos para completar, use um cronômetro (timer) e programe 25 minutos para se dedicar exclusivamente à tarefa (sem qualquer interferência). Assim que tocar o sino, descanse por 5 minutos (nesse tempo, você toma uma água, responde rapidamente a uma mensagem no celular, etc.). Depois, volte para a mesma atividade para terminar. Dessa forma, você perceberá que seu tempo é melhor aproveitado.
Espero ter ajudado e, se precisar de mais ajuda, podemos marcar uma consultoria online.
Se me permitir, gostaria de usar seu exemplo para ilustrar no meu blog. Pode ser?
Meu cordial abraço,

Retorno de EM: Bom dia Yolanda! Pode sim! E obrigado pelo tempo dedicado! O que você acha de remédios como a Ritalina? Acredito que me ajudaria sim, mas tenho medo de efeitos colaterais.

Yolanda Hollaender: Olá, EM! Agradeço por permitir a divulgação do caso para ilustrar em meu blog ou Oficinas. Quanto a sua pergunta sobre remédios, quero esclarecer que sou Profissional de Organização e meu trabalho é criar sistemas de organização, levando em conta o estilo de vida do cliente, deixando o espaço mais prático e funcional. Não estou capacitada para opinar sobre medicamentos e, nem mesmo a psicóloga Deborah Passos, com quem faço parceria no atendimento às pessoas em situação de acúmulo ou desorganização crônica, pode opinar sobre efeitos colaterais de determinados remédios. Minha sugestão é que você pergunte ao médico de sua região, ou no Posto de Saúde local. Melhor, certo?

Sobre este assunto, recentemente a psicóloga Deborah Passos, com quem faço parceria na Oficina de Suporte aos Problemas de Desorganização, publicou o texto ‘Você sabe quais profissionais ajudam a resolver os problemas da Desorganização Crônica?’ que recomendo ler, pois é importante saber quais os profissionais que podem ajudar a resolver ou diminuir o problema da Desorganização Crônica, como cada um atua e qual seu papel.

Em sendo Consultora de Organização, com foco em situação de acúmulo e desorganização crônica, proporcionamos várias formas de atendimento:

OFICINAS PRESENCIAIS – em parceria com a psicóloga
1ª) Adquirindo Controle sobre a Desorganização – oficina mais densa, o programa é feito em 2 etapas, em grupo de no mínimo 6 participantes, em lugar pré-determinado - no total são 12 sessões (tempo de duração: 3 meses).
Objetivo da oficina: levar o cliente à conscientização do problema até o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento da desorganização. Serão seis encontros em cada etapa, de duas horas semanais, em grupo, com exercícios práticos. Na primeira etapa focamos mais na questão da consciência e na segunda na organização em si.
Depoimento de uma das participantes da Oficina, realizada de agosto a dezembro de 2018.:

Carta de uma das clientes da Oficina

2ª) Diminuindo a Aquisição Excessiva - são 2 sessões em grupo de no mínimo 10 participantes, com 2hs cada sessão (tempo de duração: 2 semanas). 
Objetivo da oficina: sensibilizar para a diminuição do consumo exagerado, que causa prejuízo emocional, traz dificuldade financeira, interfere no relacionamento tanto pessoal como profissional. 
Oficina a ser lançada em abril de 2019.

imagem da parceria Yolanda Hollaender e Deborah W. Passos
Presencial com a participação do cliente durante todo o processo, em até 4 horas de duração cada visita – o tempo do projeto dependerá da necessidade do cliente;

Consultoria presencial semanal em que fico 2hs junto com o cliente, dou início às tarefas e passo atividades para serem feitas entre uma sessão e outra - o número de sessões dependerá do progresso na execução das tarefas e da necessidade apontada pelo cliente.

Consultoria online em que faço sessões de 1h30 cada, pelo Skype ou outro meio de comunicação simultânea - passo atividades e acompanho a evolução através de vídeos ou fotos – o número de sessões é determinado pelo cliente.

Você tem perguntas e quer mais informações sobre as várias formas de atendimento que oferecemos? Então, envie-nos um e-mail para suporte@desorganizacao.com.br ou preencha o formulário, clicando aqui
Meu abraço,
Yolanda Hollaender
Sócio fundadora da ANPOP e membro do ICD

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Telefone: 11 5524-2014

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